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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Eleições II


Como divulgamos na postagem de 04 de setembro, procuramos os cinco candidatos a prefeito de Pelotas para conversarmos sobre assuntos de interesse da Categoria. Sejam eles:
·        Privatização, terceirização, parcerias público privadas (PPPs) e aluguéis de veículos e equipamentos para os serviços de água e saneamento;
·        Política salarial;
·        Plano de carreira;
·        Condições de trabalho e
·        Participação dos servidores na gestão do SANEP.
Depois das reuniões, solicitaríamos, por escrito, seus posicionamentos e proposições com relação a esses assuntos.
Procuramos a todos os candidatos.
Conseguimos nos reunir com Jurandir Silva, Catarina Paladini, Matteo Chiarelli e Fernando Marroni, 
A reunião com Catarina Palladini foi a que ele mesmo promoveu para os servidores do SANEP.
Com Matteo Chiarelli houve dois encontros - o último foi promovido pelo candidato para mais servidores e, nos dois, o Diretor Presidente do SANEP estava presente.
Já a reunião com Fernando Marroni durou muito pouco tempo. Quando ainda estávamos tratando do primeiro ponto da nossa pauta, o candidato questionou nossa representação junto à Categoria e, alegando respeito aos sindicatos e às categorias, tratou de encerrar a reunião.
O candidato Eduardo Leite, por conta de problemas de agenda, não pode nos receber a tempo de elaborarmos este retorno aos nossos colegas.
Não recebemos retorno por escrito de nenhum dos candidatos. Por essa razão, não poderemos entrar em detalhes sobre as reuniões. Apenas faremos um apanhado geral a respeito dos assuntos tratados.
Sobre POLÍTICA SALARIAL, PLANO DE CARREIRA, CONDIÇÕES DE TRABALHO e PARTICIPAÇÃO DOS SERVIDORES NA GESTÃO, de forma geral, os candidatos preferem avaliar a situação que irão encontrar na Prefeitura antes de tratarem de índices e prazos.
Porém, manifestam que o servidor precisa ser valorizado com salário digno, plano de carreira, condições de trabalho e que a autarquia pode funcionar melhor se os servidores participarem da gestão.
Lamentamos que não tenhamos recebido respostas por escrito, pois só ouvimos propostas "muito boas" e seria ótimo citá-las aqui.
Quanto ao primeiro ponto, PRIVATIZAÇÃO, TERCEIRIZAÇÃO, PPPs E ALUGUÉIS DE VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS, todos com os quais conversamos afirmam interesse em valorizar a autarquia e fortalecê-la. Porém, foram manifestadas intenções de realização de PPPs para solucionar o problema dos resíduos sólidos.
Sem dúvida, esse problema exige uma solução. Conforme o edital da CONCORRÊNCIA N.º 02/2011, do SANEP, o valor do serviço de transbordo é de R$ 14.841.767,93 por dois anos, ou seja, R$618.407,00 por mês. Como solução pra esse problema, alguns candidatos consideram a possibilidade de se transformar os resíduos sólidos em energia através de PPPs que atuam com o "tratamento térmico", que pode ser incineração ou pirólise.
Entendemos que esse tipo de solução merece uma discussão considerável em que todos fiquem cientes dos riscos ambientais implicados, principalmente com relação às substâncias tóxicas que podem ser liberadas nesses processos, como as dioxinas. Segundo Frei Beto, no artigo Morra pela boca[1], publicado na edição 159 do Correio da Cidadania, as dioxinas "são 500 vezes mais tóxicas que o famoso veneno estriquinina. Modificam o nosso código genético e causam câncer". Ainda, são produzidas pelos incineradores de lixo, passam facilmente pelos filtros e as cinzas podem contaminar o solo e o lençol freático.
Por outro lado, entendemos que qualquer solução deve considerar que as PPPs são uma forma de privatização, sim. Entendemos que, se há condições de empresas privadas lucrarem com a prestação do serviço, que seria pago pela população, muito melhor seria a própria Autarquia prestar esse atendimento e reverter esses valores em benefícios à cidade. As empresas que trabalham com saneamento e tratamento de resíduos sólidos no mundo são as mesmas que trabalham com tratamento de água. A porta de entrada é o saneamento, que é bem dispendioso e a meta é a privatização da água que é um bem cada vez mais valorizado economicamente em todo o mundo.

Fiquemos atentos!